Segurança pública concentra discussões em Plenário

Em 08/05/2017
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A segurança pública em Pernambuco e os rumos do programa Pacto pela Vida foram tema de debate entre as bancadas da Oposição e do Governo na Reunião Plenária dessa segunda. O líder oposicionista Sílvio Costa Filho, do PRB, lamentou o aumento nos índices de criminalidade no estado. Segundo o parlamentar, foram registrados mais de dois mil casos de homicídio apenas no primeiro quadrimestre deste ano. “Então, infelizmente, nós estamos chegando ao décimo ano do Pacto pela Vida sem ter o que comemorar.

Ele cobrou do Governo um encontro com a bancada da Oposição para discutir o tema, e uma audiência pública com a presença do governador e do secretário de Defesa Social. Teresa Leitão, do PT, pediu maior participação social no Pacto pela Vida, como ocorria na concepção original do programa. Já Joel da Harpa do PTN, e Edilson Silva, do PSOL, criticaram as propostas que têm sido apresentadas pelo Poder Executivo, como o projeto de reajuste dos policiais militares, que deixou a categoria insatisfeita, e a mais recente sugestão de criar o Bope em Pernambuco, que poderia agravar ainda mais a crise interna na corporação.

O líder governista, Isaltino Nascimento, do PSB, afirmou que o Governo está atuando em diversas frentes para melhorar a segurança no estado, e que neste ano 4 bilhões de reais vão ser investidos no setor, o que significa mais de 10% de arrecadação do PIB estadual. “O único estado do Brasil que deu ganho real foi o Estado de Pernambuco. Então, nós estamos investindo recursos. Renovando equipamento, pessoal, trabalhando com um processo que visa inclusive a repor a corporação.

Para ele, o discurso de alguns parlamentares da Oposição estaria encoberto pela ideologia de desmilitarização da polícia. Rodrigo Novaes, do PSD, e Waldemar Borges, do PSB, concordaram. Eles acreditam que, para alguns deputados, o objetivo seria boicotar o Pacto pela Vida e quebrar a hierarquia da PM, com o objetivo de fortalecer a associação representativa da categoria. Já para Terezinha Nunes, do PSDB, os oposicionistas estariam tentando politizar a questão, quando deveriam se unir para buscar soluções conjuntas.